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Nas Trilhas do Peruaçu: A Excursão do Alfa às Cavernas e Cores do Sertão

Em agosto, o Grupo Alfa de Ecologia realizou uma marcante expedição ao Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, no Norte de Minas Gerais. Uma viagem de contemplação, pesquisa e reencontro com a história natural e humana gravada no coração do Brasil.

“Como vocês devem saber, em agosto fizemos a excursão do Alfa às cavernas do Peruaçu. Vejam só o que apurei lá com a minha câmera. Fotografei o ambiente e peguei alguns pequenos detalhes, cores e texturas.”

— Fernando

O mosaico visual registrado por Fernando sintetiza com rara sensibilidade o que o Vale do Peruaçu tem de mais comovente: o contraste entre a escala colossal do relevo cárstico e a delicadeza dos pequenos acontecimentos da vida no sertão.

A grandiosidade das lapas e dolinas

As lentes revelam os arcos monumentais e abismos de calcário esculpidos pacientemente pelas águas ao longo de eras geológicas. Na escuridão das cavernas, estalactites filiformes, colunas gigantescas e microtravertinos em tons rosados convivem com claraboias colossais por onde a luz do sol despenca, iluminando refúgios de mata verdejante que resistem nas profundezas do cânion.

Milênios gravados na rocha: a arte rupestre

O Peruaçu é um dos maiores tesouros arqueológicos das Américas. As fotografias capturaram os vibrantes painéis de arte rupestre pré-histórica em pigmentos ocres, avermelhados e brancos: silhuetas de animais, figuras humanas em movimento e grafismos geométricos ancestrais que dialogam com o olhar atento dos participantes do Alfa, equipados com seus capacetes e lanternas em atitude de respeito e estudo.

Texturas, águas e a poética do sertão

O olhar fotográfico não se deteve apenas no monumental. Fernando recolheu a poesia das pequenas coisas: a geometria do barro rachado pelo sol inclemente, as cascas rugosas das árvores da Caatinga e do Cerrado, o reflexo dourado das águas ao entardecer durante a travessia de barco pelo rio, as samambaias úmidas espelhadas em poços cristalinos e a presença discreta da fauna nativa.

O espírito do Alfa: convivência e amor pela terra

Mais do que uma visita turística, a excursão reafirma a essência do Grupo Alfa de Ecologia: gente reunida em torno da mesa partilhando o almoço, cadernos de anotações abertos à beira do caminho, conversas sobre conservação ambiental e o compromisso coletivo de celebrar e proteger a riqueza dos ecossistemas brasileiros.